Ninguém cruza a linha sem pagar o preço, diz China sobre Taiwan.
29/05/2024 11:55 em MUNDO

Porta-voz do Ministério das Relações Exteriores apela aos EUA para refletir

"profundamente" sobre seu comportamento.

 

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, disse na 2ª feira (27.mai.2024) que nenhum país, organização ou indivíduo pode "pisar ou mesmo cruzar a linha" na questão de Taiwan sem pagar "nenhum preço". A declaração foi feita ao responder a jornalistas sobre medidas tomadas por Pequim contra 12 corporações de defesa dos EUA e 10 executivos norte-americanos.

 

Segundo a agência Xinhua, a China estaria respondendo a sanções impostas pelos EUA às empresas chinesas por questões relacionadas à Rússia e ao fato de os EUA apoiarem o novo presidente de Taiwan, Lai

Ching-Te (do DPP, sigla para Partido Democrático Progressista em português).

 

Taiwan é governada de forma independente desde o fim de uma guerra civil em 1949. A China, no entanto, considera a ilha como parte do seu território, na forma de uma província dissidente. No poder desde 2016, o partido de Lai Ching-Te defende a autonomia da região em relação à China.

 

Os EUA, apesar de aceitarem a política de "uma só China". , são aliados de Taiwan. O presidente norte-americano, Joe Biden (Partido Democrata), já disse em diversas ocasiões que ficará ao lado de Taiwan no caso de uma invasão chinesa na ilha.

"Nenhum país, organização ou indivíduo deve subestimar a forte determinação, a vontade e a capacidade do governo e do povo chinês de defender a soberania e a integridade territorial de nossa nação, ou imaginar que eles poderiam pisar ou até mesmo cruzar a linha na questão de Taiwan sem pagar nenhum preço",

", disse a porta-

voz do Ministério das Relações Exteriores chinês.

"Continuaremos a tomar todas as medidas necessárias para proteger nossos direitos e interesses legítimos e legais"

, afirmou Mao. Segundo ela,

Pequim apela aos EUA para refletir

"profundamente" sobre seu comportamento, assumir sua responsabilidade pela eclosão e escalada da crise na Ucrânia, parar de

"difamar e pressionar" e de "abusar" de sanções unilaterais que classificou como ilícitas.

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