Crusoé: norte-coreanos são deportados para prisões por lerem a Bíblia na China.
01/06/2024 10:10 em MUNDO

Antes de serem enviados aos campos, os refugiados norte-coreanos permaneceram três meses sendo submetidos a tortura.

 

Ao menos dez refugiados norte-coreanos que estavam escondidos na China foram deportados para campos de presos políticos na Coreia do Norte.

De acordo com a ONG Portas Abertas, eles foram detidos e deportados porque foram pegos lendo a Bíblia.

 

Antes de serem enviados aos campos, eles permaneceram três meses sendo submetidos a tortura.

"Cristãos são considerados espiões. Por isso, são alvos de perseguição extrema. Uma das principais tarefas dos investigadores é descobrir se o interrogado foi a alguma igreja, leu a Bíblia ou encontrou outros cristãos na China", contou para a ONG uma pessoa que ajuda no trabalho com cristãos em perigo.

 

Ainda que existam raríssimos casos de norte-coreanos que conseguem chegar à Coreia do Sul pela zona desmilitarizada, a vasta maioria que foge da ditadura de Kim Jong-un chega caminhando à China.

Em território chinês, eles procuram emprego e outros norte-coreanos, que estão há mais tempo no exílio.

Organizações internacionais cristas, principalmente da Coreia do Sul, ajudam esses norte-coreanos, muitas vezes pagando passagens para Seul.

 

A China, contudo, não gosta desse fluxo de estrangeiros. O país é uma ditadura comunista que teme qualquer organização da sociedade civil, entre elas, a Igreja.

Por causa disso, a China colabora com as autoridades da Coreia do Norte e deporta todos os que tentam fugir do país vizinho.

Quando se identifica que o refugiado é um cristão as punições são maiores. "Fui presa na China por participar de um encontro secreto de mulheres cristas norte-coreanas. Sabia que teria que mentir, dizer que eu não era crista e que estava ali por acidente. Eu seria severamente torturada e provavelmente me enviariam para um campo de prisão sem qualquer possibilidade de sair de lá. E, de fato, fui enviada para um acampamento de reeducação por três anos”.

COMENTÁRIOS