Autoridades dos Estados Unidos afirmam que o suspeito de um ataque a tiros durante um evento em Washington tinha como alvo o ex-presidente Donald Trump e membros do governo.
O incidente ocorreu na noite de sábado (25), nas proximidades do jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca, realizado em um hotel na capital americana. Disparos foram ouvidos enquanto o evento acontecia, com a presença de Trump, autoridades e centenas de jornalistas.
O que se sabe sobre o suspeito
De acordo com o procurador-geral interino, Todd Blanche, o suspeito viajou da Califórnia até Washington, passando por Chicago.
A imprensa americana identificou o homem como Cole Tomas Allen, de 31 anos. Antes do ataque, ele teria enviado uma carta de cerca de mil palavras à família, na qual criticava Trump, chamando-o de “traidor”.
Segundo Trump, o suspeito também escreveu um manifesto com conteúdo anti-cristão.
“Esse cara é doente. Quando você lê o manifesto dele, ele odeia cristãos”, afirmou Trump em entrevista à Fox News.
Possível motivação
Investigadores acreditam que o objetivo do atirador era atingir membros da administração presentes no evento, possivelmente incluindo o próprio presidente.
Momento do ataque
Agentes do Serviço Secreto reagiram rapidamente e conseguiram conter o suspeito. Um policial, usando colete à prova de balas, foi baleado, mas está se recuperando.
O atirador foi preso sem ferimentos graves, mas levado ao hospital para avaliação. Ele não está colaborando com as autoridades e deve enfrentar múltiplas acusações.
Perfil do suspeito
Postagens em redes sociais indicam que ele era altamente instruído, atuando como tutor e desenvolvedor amador de videogames, com formação em ciência da computação e engenharia mecânica.
Reforço de segurança
Após o incidente, a área foi isolada com forte presença da Guarda Nacional e outras forças de segurança, enquanto helicópteros sobrevoavam a região.
️ Repercussão política
Trump usou o episódio para reforçar sua proposta de construção de um grande salão de eventos ao lado da Casa Branca, avaliado em US$ 400 milhões — projeto que enfrenta resistência pública e desafios legais.
Apesar da gravidade do caso, Trump adotou um tom mais conciliador, classificando o episódio como uma das várias tentativas contra sua vida nos últimos anos e pedindo união nacional.