O principal assessor do presidente dos EUA, Donald Trump, Jared Kushner, reuniu-se nesta segunda-feira, em Jerusalém, com o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu. Kushner estava acompanhado por Nickolay Mladenov e Tony Blair, integrantes do Conselho de Paz apoiado pelos EUA.
A reunião ocorreu enquanto o Conselho tenta avançar com um roteiro de 15 pontos para implementar o plano de paz de Trump para Gaza. O Hamas declarou concordância com o plano, mas Netanyahu afirmou que o grupo precisa se desarmar completamente antes de qualquer retirada israelense da Faixa de Gaza.
Segundo um funcionário israelense, o encontro buscou avançar nos pontos possíveis do acordo, e não necessariamente obter uma aprovação formal de Israel. Um dia antes, Kushner, Mladenov e Blair haviam se reunido no Egito com Khalil al-Hayya, líder do Hamas.
O Hamas, porém, condiciona o início do desarmamento a um compromisso público de Netanyahu com os termos do plano. O Conselho de Paz espera que uma suspensão discreta dos ataques israelenses seja suficiente para iniciar a entrega das armas, mas autoridades árabes avaliam que o Hamas dificilmente avançará sem uma declaração pública do primeiro-ministro israelense.
Em entrevista à Fox News, Trump afirmou que há progresso no desarmamento do Hamas e declarou que Israel não deveria atacar Gaza neste momento.
Enquanto isso, países como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Jordânia, Paquistão e Indonésia criticaram a rejeição israelense ao roteiro e pediram aos EUA e ao Conselho de Paz medidas concretas para impedir obstáculos à implementação do plano.
O impasse atual ocorre porque Israel e Hamas concordaram, em princípio, com etapas futuras — a retirada israelense de Gaza e o desarmamento do Hamas —, mas cada lado condiciona sua própria ação a avanços do outro. Assim, as negociações seguem concentradas em encontrar uma forma de destravar essas duas exigências.